
Eu nem sei direito o que me fez começar a ver a série. Acontece que o piloto me conquistou e logo eu estava devorando os 10 episódios da primeira temporada.
Orphan Black é uma série de ficção científica com uma boa dose de suspense e humor. Tudo começa quando
Sarah testemunha o suicídio de uma desconhecida muito parecida consigo. Recém chegada na cidade e desesperada por uma chance de recomeçar a sua vida ao lado da filha, Sarah acaba assumindo a identidade da desconhecida na esperança de conseguir algum dinheiro. Acontece que a morta é
Beth Childs, uma detetive de polícia com muitos problemas e segredos guardados. Não demora muito para que Sarah perceba que se colocou no centro de um jogo muito perigoso que pode revelar muito sobre a sua própria origem.
Conforme o jogo avança e Sarah tenta viver a vida de Beth e convencer no papel, ela também precisa lidar com a semelhança entre elas. Sarah não conhece seu passado; órfã desde pequena, ela foi criada por uma mãe adotiva com a qual nunca se deu muito bem. Então, quem seria aquela mulher tão parecida com ela? Beth poderia estar ligada com o seu passado de alguma forma? Seriam elas irmãs separadas no nascimento e que viveram vidas distintas? Não demora muito para que Sarah perceba que há muito mais por detrás de toda essa história. Desde Alysson (a mãe devotada, louca e neurótica do subúrbio) até Cosima (a cientista apaixonada), passando por várias outras no caminho, a semelhança entre todas elas é assustadora.


O piloto avança com uma tensão deliciosa, mas isso não é tudo. No decorrer da série, você acaba se surpreendendo incrivelmente com a atriz
Tatiana Maslany, cuja atuação é certamente digna de um óscar. Ela interpreta diversas personagens diferentes e contrastante com uma firmeza e propriedade de detalhes irrepreensível. Só vendo a série mesmo para entender o que eu digo. Ela consegue imprimir personalidade e encarnar cada uma delas desvirtuando-se completamente das outras. Apesar da aparência, fica claramente identificada suas diferenças, resultado do passado que viveram e das influências sociais.
Até aqui você já deve ter intendido o propósito da série. Mas não se assuste. O tema da clonagem aqui é tratado de uma forma muito coerente e surpreendente. Mais que isso: a série toda se desenlaça com muita inteligência, com cada nó da história bem amarrado. Há uma nova surpresa em cada capítulo e há também um cuidado de tratar cada uma das cópias de uma maneira isolada, dando a elas personalidade e à série, um certo apelo emocional.


Mas é indiscutível que
Orphan Black leva um elenco completo de bons atores. Para além de Tatiana Maslany como Sarah e várias outras, temos
Fee, o irmão adotivo de Sarah, interpretado por
Jordan Gavaris, que, com muita sabedoria e ousadia, trata da homossexualidade de Fee imprimindo força, caráter e um humor delicioso ao personagem, o que faz o telespectador se apaixonar por ele logo de início. Ambos são os mais recorrentes na série, mas temos também
Vic e
Paul, o antigo namorado de Sarah e o namorado de Beth, respectivamente, a senhora
S., a mãe adotiva de Sarah, e a pequena
Kira.
Assim, o bom roteiro aliado ao excelente elenco, faz de Orphan Black uma série que você precisa ver! Se você gosta de ficção científica com uma mistura boa de humor, suspense e crítica social, vai amar também!
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Tags: Clonagem | Ficção Científica | Orphan Black | Séries
Gostei do estilo, mas estou fugindo de séries!
adorei a dica
Beijinhos
Rizia – Livroterapias
hehe Que pena! Mas quando tiver um tempinho, fica a dica! 😉
é bem o estilo da minha mãe, rsrsrs
vou comentar com ela
http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/
hehe Tomara que ela goste! 🙂
Oie, linda.
Não conheço, mas parece ser muito bom!!
Vou procurar para assistir.
Beijos
http://www.rabiscando.org
Assista sim! Depois me conta se gostou, ok?
beijos!